Já cá cantam 40!

O mês passado cheguei aos 40. Não digo isto com saudosismo, ou para dizer que já estou velho, mas a verdade é que também já não estou novo, desculpem os que estão nos 70 anos e acham que os de 40 ainda são adolescentes. A meu ver, e quando olho para as filhas a crescer, considero que cheguei a meio do caminho, ou ao cimo do monte se preferirem, já só falta meio caminho, pelo que está na altura de aproveitar bem. Tal como o Ronaldo, que continua a jogar ao mais alto nível, mas já não corre que nem um doido atrás de todas as bolas, mas gere o esforço, perseguindo apenas as que valem a pena. Já ficou escrito à muito tempo “A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs”. E as minhas cãs já estão a atingir metade do meu cabelo!

Podemos dividir a vida em vários ciclos, uns pequenos, outros grandes.
Na escola aprendemos o ciclo básico da vida: Nascer, crescer, desenvolver, envelhecer e morrer.
É um ciclo simples, mas verdadeiro, e é preciso saber aproveitá-lo bem, vivendo-o na altura certa, e aceitar, como diz o salmista, ‘tudo passa’, e tudo tem um ‘tempo determinado’.

Uma classificação, em que reflecti hoje, no alto dos meus 40 anos, é o ciclo dos 20!
Chamaria o ciclo do património, e seria assim:
   0-20 > Tempo de capacitação
   20-40 > Tempo de construção de património
  40-60 > Consolidação e preservação do património
  60-80 > Distribuição do património
Digam lá que não é assim ? Claro, poderão achar que este é um ciclo muito redutor à área financeira’, mas ‘tempo também é dinheiro’, mas se pensarmos bem, o tempo ainda é mais precioso do que o dinheiro, porque o dinheiro vai e vem, e o tempo só vai…

Reflectir nos ciclos, é pensar, que tudo muda. Nada na nossa vida é estático, os ciclos continuam e nós vamos passar por eles, quer queiramos quer não.
– Se está mau: podemos ter a esperança que vai melhorar,
– Se está bom: também podemos ter a certeza que não vai durar para sempre.
Por isso, o meu homónimo há uns anos dizia ‘carpe diem’.
Claro que para mim, enfermeiro e religioso, ‘carpe diem’, não é fazer tudo o que me apetece, mas é aproveitar a vida, mantendo-me nas leis da sáude, e nos conselhos divinos, pois fora disso, só vem problemas.

“Esforça-te e tem bom ânimo” seria o conselho de Josué.